´´ Em vista da presença da Polícia Militar desde a madrugada de ontem na frente da Reitoria da USP e de outros prédios para impedir o piquete dos funcionários, considerando que a PM não entra no campus desde a ditadura militar, há 30 anos, funcionários e estudantes manifestaram- se hoje na frente da Reitoria contrários à ação policial por ela impedir a ação sindical``.
Os funcionários entraram em greve. Os alunos entraram em greve. Na sala da minha casa tem um cartaz que diz: ´´ Mexeu com um, mexeu com todos. Greve pela readmissão do Brandão``. ´´Estudantes paralizam em protesto a UNIVESP``. Uma revolução eclode a minha frente, assembléias eloqüentes, um ato de vandalismo que destrói o prédio da reitoria, feito pelos alunos. E então, olham pra mim e me alcunham positivista, individualista por não ter mostrado a minha voz.
Qual é a voz que exigem de mim? Querem que abrace um causa infundada? Sim, pois eu que vejo o monstro nas entranhas percebo um paradoxo vergonhoso: alunos condenam a entrada da PM, alegando repressão dos direitos a manifestação. Contudo eles mesmos organizam piquetes com carteiras trancando as salas de aula e a biblioteca, para impedirem os alunos de estudar. Ameaças, por partes dos sindicalistas, são feitas aos professores que insistem em ministrar as aulas a um considerável grupo de insistentes estudantes. E ainda bradam que lutam contra a repressão?
O fato é que o real motivo da greve é ocultado. Existe uma força maior que manipula os acontecimentos para que o movimento granhe dimensões maiores. A UNIVESP, por exemplo. Entendo a revolta estudantil a respeito do ensino a distância. E confesso comungar dessa indignação. Equalizar o ensino presencial à informação via internet é ilusão e absurdo. Contudo, isso não me permite invardir um prédio público,quebrar vidros, computadores, agredir a moral pública em função do meu protesto.
Perguntam-me: tens coragem de ser contra a greve? Por acaso não pensas nos funcionários, nos seus filhos que serão educados por professores com ensino a distância, no Brandão que foi demitido injustamente?
E eu respondo: se sou a favor da liberdade de expressão, da ética, da não violência, do raciocínio e da lógica, e, acima de tudo, da minha arte, então sim, sou contra ESSA greve. Eu tenho o direito de lutar pela justiça, mas sem que isso interfira na liberdade e na integridade do outro. Se quero o respeito, devo dar respeito. Brandão carrega processos nas costas de estupro e outras infrações, e posso deixar que lute e me sacrifique por um ser contraditório? A grave seria válida se não usasse de meios repressivos. Fui violada. Foi tirado de mim (e incluo meus colegas de teatro e tantos outros) o direito de estudar, de escolher, de criticar. Tenho que, contra minha vontade, aderir a uma causa que não é minha. Se vamos ao teatro para ter aulas encontramos um grupo de alunos prontos a nos impedir de tanto...em nome de que? De quem?
Render-me a essa greve é negar a minha arte e, portanto, negar a mim mesma, já que é disso e através disso que vivo. É negar o poder que minha arte tem de protesto. O que digo é que justiça não é feita com repressão, agressão. O processo de aprendizagem será prejudicado sobremaneira... E esse não é o objetivo de uma universidade? Conhecimento? Professores querem dar aulas, alunos querem aprender... E outros iludem-se com falsos cantos revolucionários. Neste caso, ser contra-revolucionário, como me ponho, não é ser contra a revoçlução. É justamente firmar-se a favor dos direitos humanos. Que se façam protestos! Que os funcionarios lutem por seus direitos! Que nós estudantes mostremos nossa força e indignação pela Univesp, mas que isso não prejudique a outrem, não contradiga nossos próprios ideais, não agrida.
Eu ainda me ponho, no sagrado teatral, em crítica. Minha voz não será abafada pela injustiça porque a sinfonia do justo é maior em liberdade. Racionalidade nunca foi um pecado. Sinto pelos que crêem na mudança pela força. Sinto pelos que pecam pelo instinto. Sinto, também, pelos que querem me calar, pois minha voz não está mais em mim. Que não chamem o silêncio de individualismo. Porque depois da guerra, é justamente ele que ensurdece. Que saibam ver pelo que realmente lutam e como lutam. Que as pessdoas não se tornem ´´soldados, quase todos perdidos, de armas na mão`` . Não nos rendamos a intimidações, ´´porque ainda fazem da flor seu mais forte refrão, e acreditam nas flores vencendo o canhão``.
Aplauso suas palavras. Não ecreveria tão bem, não expressaria tão claramente a minha indignação, a minha discórdia, a minha incompreensão com esses estudantes. Assino embaixo. É bom saber que ao contrário de 2007, dessa vez não esotu sozinho. Pelo menos uma pessoa com coragem também solta sua voz!Tô aqui
ResponderExcluirBárbara, acabei de ler =) muito bem escrito. Você sabe que eu não tenho nada contra você, mas, antes de falar, saiba o que está acontecendo. A Greve não é só Brandão. É Univesp, é repressão (sim, porque tropa de choque pra reprimir a livre expressão pacífica dos funcionários - direitos constitucionais garantidos à todos os cidadãos - é inadmissivel dentro de um espaço onde o que deveria reinar são as idéias, o conhecimento, a livre expressão, o respeito), é pela não-reforma na ECA (sim, a sua faculdade está sendo ameaçada de perder espaço - espaço usado para a confraternização dos alunos, pra reunião dos alunos, pra apresentações culturais e tudo mais que acontece na Prainha, no Canil..), [continua]
ResponderExcluirpra que haja eleições diretas pra reitor (afinal de contas, se eles escolhem o que vai acontecer na nossa universidade, nada mais justo que nós possamos escolher quais as decisões que melhor atendem às nossas preferências, e não a preferência de uma elite burguesa - sendo isso clichê ou não - que decide somente pelo interesse deles mesmos, sem ao menos ouvir o que as pessoas mais influenciadas pelas decisões da reitoria pensam a respeito dessas decisões), é por um auxílio bolsa $ maior para os alunos que recebem trezentos reais por mês, etc (já que as pautas são tantas que nem mesmo eu, que vou a todas as assembléias e participo ativamente - faço sociais na FFLCH ^^ -, sei). [continua]
ResponderExcluirQuanto a invasão de prédios públicos, vidros quebrados e afins saiba, não foi feita por nenhum estudante da USP, mas por estudantes da Unesp, que vieram aqui participar do ato em frente a reitoria e acabaram fazendo isso. Contanto, tratamos aqui de alunos da USP, e não da Unesp.
ResponderExcluirBrandão, como você demonstra não saber, jamais estuprou alguém. Dizem que ele assediou uma mulher, mas há provas? Enfim, sem por isso em questão, ele não foi demitido por isso. Motivos políticos não são motivos que cabem na justa causa. Sindicalismo não é crime. E demitir alguém por isso é anticonstitucional. [continua]
Quanto a greve dos funcionários...bom, são os funcionários. Eles tem todo o direito de reivindicar melhores salários. A lei garante isso =) Se você tivesse uma família pra sustentar e pra isso tivesse disponível a remuneração que eles recebem, você faria, no mínimo, o mesmo.
ResponderExcluirQuanto a arte, concordamos que ela é um meio de disseminação de pensamento crítico?! Se sim, imaginemos: se hoje a repressão é contra a expressão de direitos garantidos por lei (eles, de fato, são!), imagine o que pode acontecer amanhã, com a arte, com a sua arte. A mesma arte que, durante a ditadura, lutou contra essa repressão que está prestes a se concretizar será de vez abdicada. E isso é lógico, racional e sobretudo, se podemos considerar, antiético. [continua]
Consequentemente, agora, num momento de massiva mobilização das mais diversas correntes do Movimento Estudantil (que as 'más linguas' já disseram não ser tão grande a muitos anos) é hora de todos nós, cada um de nós tomar consciencia e sacrificar o processo de aprendizagem (tanto nas artes cênicas, quanto na letras, na FAU, na sociais, na pedagogia..) pelo bem comum e a longo prazo, e não o imediatista.
ResponderExcluirA assembléia geral dos estudantes acabou de acontecer. A greve imediata dos estudantes foi votada. Mas só depois de ser declarada, pela Adusp, a greve dos professores. A maioria dos estudantes votou pela greve =) [continua]
Foi lindo > união, conscientização, maioria. Houve espaço para quem era a favor e pra quem era contra a greve se manifestar, e se há tantas pessoas que são contra, porque elas não apareceram para defender suas opiniões? Pois é, na hora da defesa da não greve, quase não haviam pessoas para falar. Ninguém jamais foi privado, injustiçado. O que acontece é que ninguém dos que 'são contra' apareceu. Seria vergonha? Eles estariam muito ocupados para manifestar suas opiniões? Eles existem? Porque não apareceram? Isso, para todos nós, será, para sempre, um enigma. Mas, o fato é que a maioria presente votou pela greve. E greve não significa violência. Greve significa protesto contra uma determinada situação. Votei a favor, jamais violentei alguém cuja opinião é contrária. Idem meus companheiros =) [continua]
ResponderExcluirA greve é medida extrema, sim, é! Mas, só aconteceu por não haver flexibilização da parte da reitoria, do governo, etc. Houveram algumas conversas, nenhuma negociação. Diplomacia foi feita, mas não foi suficiente. Assim, como você mesmo diz "VEM, VAMOS EMBORA. ESPERAR NÃO É SABER". Não esperemos que tudo que lutamos contra caia do céu. Vem, Barbara, vamos embora, sem guerra, protestar. Esperar não é saber. Quem sabe faz a hora. Não espera acontecer.
ResponderExcluirhouve algumas conversas* (mal ae, errei xD)
ResponderExcluirBárbara, você pediu para que eu lesse esta sua postagem. E eu preciso postar aqui a minha opinião sobre tudo o que você disse. Você não é obrigada a apoiar a greve, ninguém é. Mas você - que tentou, com esse texto, mostrar que sua postura não é individualista - acabou por evidenciar uma completa ignorância (entenda-se por falta de esclarecimento) a respeito dessa legítima manifestação dos estudantes da Universidade de São Paulo. Fundar uma opinião baseando-se em "informações próprias" (note-se aspas para o absurdo) é simplesmente a maior evidência de um egocentrismo que leva à postura individualista. E à distorção de fatos.
ResponderExcluirNão vou te explicar as reais reivindicações do movimento porque a Grá fez, gentilmente, isso por você. Eu te digo, de verdade, que é uma pena que você não tenha participado das conversas que levaram às manifestações e às decisões da assembleia de hoje. Foi muito bonito de se ver. Igualmente bonito foi o posicionamento de pessoas que não eram favoráveis à greve. Feio e violador é um posicionamento pseudo-político. Qualquer manifestação da "sua arte", para mim, não significa nada se ela ignora o coletivo. Eu, particularmente - apesar de sentir pelas chances de passar menos dias de férias na minha cidade - fico feliz e orgulhoso pela decisão do departamento, com a nossa arte, e pela decisão da universidade, professores e alunos realmente interessados pela educação, com a nossa política.
ResponderExcluirBarbara, querida, versões de fatos podem muito bem ser contadas. Essas das duas uma, ou são ingenuas ou mentirosas. Em momento algum o batalhão da PM que está ou estava na USP constituiu tropa de choque.Portanto, ou não sabem o que é uma tropa de choque ou fingem que não sabe. Se soubessem o que é um protesto organizado, sem violência tal qual como houve em Santos ano passado, saberiam o que é uma Tropa de Choque.Cadê o movimento estudantil que vira as costas quando uam Tropa de Choque de verdade bate, agride estudantes tal como feito em Santos? É só na USP que os estudantes ~sao gente e merecem respeito?
ResponderExcluirquanto a UNIVESP, hoje há uma reportagem do Gilberto Dimenstein na Folha que vale a pena ser lida!Bom, e não acredito que seja preciso responder a onde estão os estudantes que não concordam com greve. Estão sim com medo porque sofrem ameaças de serem queimados vivos(tal como fui ameaçado na outra greve),porque são olhados de canto de olho, porque trabalham, porque pessoas param de falar com eles,porque as vezes eles moram longe e cada dia de aula lhe custa vinte reais, só para chegar e sair da USP. Para ter aula .
ResponderExcluirLógico que o mais fácil também é me acusar de egoísta. O que teria fundamento não fosse o fato da greve estar sendo ótima pensando apenas em mim, que fiquei tres semanas fora e estou podendo colocar em dia tudo o que está atrasado. Mas não penso só em mim. E sei que você não pensa só em você também. Tal como me disseram que houve na FFLCH, colocar-se em puta 4 vezes se haverá greve ou não até finalmente a questão ser votada positivamente tmabém é uma explicação de onde foram parar os que são contra a greve e lá estavam em aguma assembléia. Quantos alunos tem a USP e quantos estavam nessas assembléias lindas e maravilhosas? Se cuide.
ResponderExcluirTer citado a Folha de São Paulo destruiu completamente o argumento desse Bruno, me desculpe, mas só faltou ter citado a Globo também. Mas o pior foi "tal como me disseram que houve na FFLCH": fontes super confiáveis! Enfim, deixando meu lado jornalístico de lado e comentando o post: bárbara, vá a uma assembléia, pegue o microfone e diga tudo que está escrito aqui. Por que num bloguezinho (sem querer ser pejorativa, mas seu blog não é o mais visitado da internet, convenhamos)é fácil expor o que vc pensa. Política não deve ser postada numa página da internet e comentada por pessoas; política deve ser discutida incessantemente, cara a cara.
ResponderExcluirNão vou discutir a qualidade de seus argumentos ou coisa do tipo. Só estou aqui pra te convidar a ir às assembléias da ECA e de quantas outras faculdades vc puder participar; lembre-se, o mundo não gira em torno do CAC, outras exigências devem ser escutadas; adquira consciência da situação da sua universidade antes de tomar qualquer postura. Digo isso, porque em dias de greve, o que eu vejo é vc em casa, enquanto o que se esperaria de uma pessoa minimamente politizada (tanto a favor, tanto contra a greve) era o engajamento nas discussões promovidas pelo movimento estudantil. Aqui você nunca ganhará voz. dik
ResponderExcluiré,tá ocberta da razão, moça.Tô em casa porque não osu politizado, moro ao lado da USP, não gasto 30 reais a cada vez que vou à aula(não sei se você já sabe quanto custa ganhar 30 reais.Acredite, não é algo fácil). A Folha não presta(a menos quando o aluno ou aluna sai no Jornal e publica sua foto na capa nos okuts da vida), a Globo também não presta(por isso devemos mesmo bater em jornalistas e cameras que não estão lá trabalhando. Afinal, eles não tem família pra sustentar.Quem tem família é ´so funcionário da USP SOu mentiroso, inventei que ocnheço gente na FFLCH(Afinal as pessoas não tem motivos algum pra não quererem se identificar, afinal o respeito a opinião contrária, tal como você aqui demonstra, é algo que existe. E realmente a Barbara deve ir aos microfones falar sua posição contrária porque todos a ouvirão respeitosamente, ela não sofreá ameça alguma, represália alguma. A mim invocaram até a fogueira brechtiana, com discreta ameaça de me queimar vivo, porque eu sou só um vagabundo. E como o mundo não gira só em torno do CAC, mas gira só em torno da USP, não uam cidade, mas um Páis Universitário, independente e totalmente ciente de que ainda vivemos na década de 70 com os militares no Poder, eu só posso me recolher a minah insignificancia e baixar a cabeça, aplaudindo sua educação e seu exemplo de espírito democrático. Mahatma Ghandi com o seu pacifismo que vá à merda, afinal protestar de forma pacífica é coisa de vagabundo.Tal como eu sou.
ResponderExcluirPS.: ALém do que Gandhi é Índia e Índia agora é Globo. Logo, como sou um ignorante despolitizado, esse tla de Gandhi associado a Globo realmente não deve prestar. perdõe mais uma vez minha estupidez.
ResponderExcluirBárbara, não acho que eu consiga discordar de algo que tenha falado. Os motivos da greve não me tocaram a ponto de eu querer fazer parte dela. Apesar de tudo, devemos ter a sabedoria de escutar os que dela estão a favor. Porém é necessário que façam o mesmo, coisa que não está ocorrendo. Votação para greve imediata da ECA com maioria de não-ecanos? Supressão de depoimentos contrários a greve? Infelizmente existem algumas atitudes que fazem a tal greve perder sua certa "beleza". Espero que consigam o que querem, mas sem continuar a pensar que sua ideologia é a unica de valor e que todos os outros de nada servem. Até mais.
ResponderExcluirOras, onde aqui os favoráveis a greve não estão escutando os contrários? Pelo que pude notar, Grazi eu e Renan estamos tentando chamá-los pra participar. Hoje mesmo incentivei o pessoal da minha sala também contrário a greve a ir até a assembléia falar; não pedi pra que a Bárbara fosse lá e falasse sozinha, existe muita gente com a opinião dela que poderia se organizar; xingamentos e represálias existem em qualquer lugar, diante de qualquer opinião e sempre existirão, porque partem de indivíduos isolados, depende da ética de cada um... mas se você não pode conviver com gente mandando você tomar no cu, ou mandando você se fuder, sinceramente, vc simplesmente não pode conviver; se existe gente baixando o nível, mostre que você é superior.
ResponderExcluirMas o que gente batendo em jornalista da globo tem a ver com a questão? Eu hein... se for pelo que estou pensando, pelo que eu saiba nenhum jornalista foi agredido na assembléia geral, mas apenas vaiados, o que não quer dizer nada; como disse antes, se vc quer viver sem contestações sobre o que vc faz, vai ser difícil e um repórter da globo sabe que esse risco é sempre iminente. É,não vivemos na época dos militares realmente, nesses tempos, ao menos, a repressão e a censura eram explícitos. Hoje vivemos numa época bem mais hipócrita, no sentido em que se repreende e censura por debaixo dos panos; a questão da PM não é uma simples nostalgia estudantil da época da ditadura; há uma lei que só permite a entrada deles em casos extremos na universidade. Desde quando um piquete toscamente organizado por funcionários é algo extremo?
ResponderExcluirPor que na época da ocupação da reitoria, algo mais extremo, a polícia não se atreveu a colocar a ponta do coturno dentro da USP? Talvez porque em estudante não se bate (vai que o filho de um cara importante tá lá né), mas funcionário é funcionário, pode bater! Eu não disse que o mundo gira em torno da USP, quando disse sobre o CAC foi sobre as assembléias que ali acontecem; participar dessas assembléias não significa dizer que vc está totalmente a par da questão estudantil de toda a universidade, era isso que eu estava dizendo.
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ResponderExcluirDrama por drama, eu pergunto pra minha mãe que passou uma infância miserável no interior da Paraíba, carregando lata d'água na cabeça e morando numa casa de chão batido o valor de 30 reais; sem dramatização barata, então.
ResponderExcluirBárbara face as inúmeras manifestações no blog, sinto-me liberta para, também tecer alguns comentários.Pelo que percebí há uma colisão de idéias ( liberdade/ política/greve/individualismo/coletivo ) segue minhas considerações à todos os visitantes de seu Blog AVE BÁRBARA!!!!!!
ResponderExcluirQuestão ainda pouco explorada refere-se à solução de eventual colisão da liberdade de expressão com outros direitos fundamentais. Alguns standards geralmente manejados quando a colisão se dá com os direitos à liberdade de expressão, intimidade e privacidade, não podem ser utilizados de forma automática para a composição de conflito com outros direitos, principalmente se partirmos da premissa de que não há hierarquia jurídica entre direitos fundamentais. E ainda que se admita a existência de hierarquia axiológica, o que pode influenciar na decisão sobre qual direito prevalecerá no caso concreto, não há como afirmar que direito gozará de maior hierarquia, seja qual for o direito contraposto
o conceito de liberdade passou a ser algo extremamente difícil, porque o homem livre deveria respeitar a liberdade do seu semelhante.
A liberdade, desse modo entendida, somente pode ser exercida em toda a sua plenitude se não atingir a liberdade de outrem. Quando ocorre o choque entre a liberdade de um com a liberdade do outro, ter-se-á a possibilidade da colisão de direitos ditos fundamentais.
Eis porque investir em educação, e educação séria, é empreendimento libertário.
BARBARA o cientista político e, por extensão, os demais cientistas sociais (historiador, operador do Direito, psicólogo social, etc.) que se debruçam sobre a Política e o Poder Político, deve sempre ter em mente que, na Política, existe pouco espaço de manobra para atuação das assim chamadas forças impessoais de caráter geral que anulam ou enfraquecem o livre arbítrio individual, sobretudo se levarmos em consideração que o Homem, ainda que sujeito as mais diversas influências e caprichos externos a si, não é um mero autômato irracional desprovido de força intelectual e de um conjunto de parâmetros éticos e sociais.
De fato, sendo a Política um complexo de atividades humanas exercidas numa dada dimensão geo-espacial (o território) de uma coletividade cultural (a nação), atividades essas voltadas para a satisfação dos interesses e necessidades humanas, quer individuais, quer coletivas, é de todo impossível reduzi-la a um mero subproduto de forças (naturais ou sociais) que estão fora do controle humano.
Ghandi, o profeta da ahimsa ou não violência, conquistou a independência, para a Índia, preconizando a não violência, e pregou, a favor dos pobres, dos oprimidos, dos discriminados, dos deserdados, a desobediência civil, como instrumento eficaz contra as injustiças sociais e políticas, mas jamais concordou com a luta armada ou o crime.
Que estes luminares se espelhem neste santo homem. BJS.SAADIA.
Muito bem pessoal. Vejo que vocês se auto-comentam e discutem. E isso é bom (salvo agressividades próprias do momento). Opiniões são opiniões, assim ocmo gosto é gosto e e não de dicutem, mas lamentam-se (e como!). Compreendo os que são a favor da greve (pq há ideais dos quais tb compartilho) e tb compreendo quem é contra. A minha crítica não é contra quem faz a greve e luta por seus ideais com respeito, mas contra certos grupos radicais que usam da violência e da provocação. Esse não conseguiram nada além de mais problemas (que nós não precisamos). Daí me dizem: ´´mas não é todo mundo!``. Claro que não e ainda bem! Mas nem por isso eles não devem ser criticados. Meu texto os critica. E ponto. Não retiro a crítica porque é meu e nosso direito. NÂO TOLERO falta de respeito com qualquer um que seja, não tolero violência, agressão, repressão (que NÃO se responde com mais repressão). Creio que todos nós somos idealistas, pq pensamos em protesto sem considerar que existe aqueles que reprimem as opiniões contrárias (fisica e moralmente). Que nós saibamos lidar com isso. E que as entrelinhas dos escritos sejam lidas, pq se tb precisar de explicação para cada metáfora aí sim o problema é mto maior!
ResponderExcluirEnfim,
É isso.
meu deus.... quanta merda a gente pode juntar em um mesmo lugar??
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ResponderExcluirAo ler esses comentários rebuscados, vazios de significado, fico profundamente triste. Em meio a tanta transformação e auto-conhecimento,não somos capazes de nos comunicar!Já que a distância é imensa, venho aqui defender a causa da Ñ BANALIZAÇÃO DAS PALAVRAS! Um texto bom é aquele que é absorvido tanto por médicos quanto por pessoas simples, cuja sabedoria é EMPÍRICA: TRADUZINDO, SABEDORIA DA VIDA MESMO! O ZÉ DA ROÇA!
ResponderExcluirO ZÉ DA ROÇA LERIA ESSES COMENTÁRIOS E DIRIA:-ARRE, AVE MARIA!
MINhA VOZINHA DIRIA: -AVE... DE AVESTRUZ CRUZ CREDO...
PQ ESSA É A REALIDADE MAIS HUMANA, E QUEM FAZ TEATRO DEVERIA SABER DISSO.
BASTA LEMBRAR DOS MOMENTOS MARCANTES DE NOSSA VIDA:
AO PARIR FULANA, teria BELTRANA DITO: -Dr.SINTO A IMINÊNCIA DE UM SER EMINENTE EM MINHA VIDA? NÃO!!!!!
AO COMPARTILHAR A CAMA E AS SENSAÇÕES QUE DELA SURGEM, SAIRIA DE NOSSAS BOCAS: AMOR, Ñ EXISTE PARÂMETRO ÉTICO OU SOCIAL NO QUE FIZEMOS AGORA...? NO WAY!!!
NÃO, NINGUÉM FAZ ISSO!
ESSA LINGUAGEM TÉCNICA QUE Ñ CONDIZ COM A REALIDADE, COM O QUE TOCA, COM AQUILO QUE SE SENTE, COM A VIDA! COMENTÁRIOS EXCLUDENTES, PQ SE UM SENHORZINHO LER ESSA LINGUAGEM "AFRESCAIADA", NADA VAI ENTENDER! LOGO ELE QUE MAIS PRECISA DE INFORMAÇÃO (SERÁ?)SÓ ENTENDERÃO ESSES COMENTÁRIOS PESSOAS QUE SÃO ÍNTIMAS DESSES TERMOS, TRATANDO-SE DE BRASIL, UMA PARCELA PÍFIA. ENTÃO QUAL A UTILIDADE DE MANTER ESSAS INFORMAÇÕES NESSA BOLHA? Ñ SÃO OS SADIOS QUE PRECISAM DE REMÉDIO! OU TALVEZ PRECISEM? SERÁ QUE AS PESSOAS SADIAS PRECISAM DE REMÉDIOS?
SAADIA, QUE COMENTÁRIO FOI ESSE? PAREI DE LER NA SEGUNDA LINHA, E APOSTO QUE SUA FILHA TB!
PELA Ñ BANALIZAÇÃO DAS PALAVRAS!
por uma escrita mais bela, direta, grávida de significados! Do contrário, semana que vem abrirei meu dicionário e sairei postando coisas por aí!
Apoio tudo o que foi dito pela Aline, mas queria acrescentar que o pior de tudo e o desperdício das palavras... O que vemos aqui é um aglomerado, um amontoado de palavras, que não diz NADA ou quase nada e mesmo o pouco que diz é de um senso comum simplório, totalmente questionável...
ResponderExcluirdá pra usar palavras bonitas sem precisar jogar todas no liquidificador, bater e escrever.
prontofalei.ficadicameubem.
ok galera. Aline, concordo com a ´´não-banalização`` das palavras. De fato, quando tratamos de discussões tão importantes para a população no geral, ela também deve ser capaz de compreender! Mas quando vc diz ´´E QUEM FAZ TEATRO DEVERIA SABER DISSO``, eu me perguntei QUEM DISSE QUE NÂO SABE? Quem faz teatro, ao menos é o que se espera, deve saber colocar um diálogo em TODAS as linguagens (que é o seu instrumento) possíveis. Deve saber colocar a sua linguagem de acordo com o seu público, já que o teatro (pelo menos como achamos que ele seja) não existe sem esse público. Cada caso é um caso. Cada obra é uma obra...Enfim. Somos livres para falarmos como a gente quiser, e bom senso (como acho que você quis ressaltar) é importantíssimo. Bom artista é o que se faz entender ao seu público (que varia). Não podemos, por exemplo, desfazer dos poetas Parnasianos, por exemplo, ou Romanticos, pq seu ´´rebuscamento`` de linguagem respresentou alguma coisa! ... Mas sem entrar no mérito, creio que ninguém que lida com teatro aqui neste blog faltou com isso.
ResponderExcluirCom relação a sua crítica a capacidade de comunicação alheia, de fato, há problemas, assim como há maneiras de jeitos próprios de se expressar. De qualquer forma, sua crítica foi feita e que seja construtiva. Saibamos TODOS, p-o-n-d-e-r-a-r.
ps: só uma pergunta, Aline, quem te disse que Saàdia é minha mãe?
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