Um DÓ gravíssimo e forte
A minhas pobres ricas pessoas tipo!
Uma nota pesada, sem eufemismos de sustenidos
Uma sinfonia grave e arrastada
Para pessoas arrastadas pelo chão
Desejo um fá 5 estridente
Aos surdos sociais
Para que a dor do grito dos anjos rompam
Os tímpanos
A indiferença
O pó... ... ...
Mas meu desejo é sem acepção
Pois meus ouvintes só escutam
Melodias com etiqueta, com preço
$ons em vitrines
PE$$OAS em vitrines
Morais tão efêmeras e transitórias
Como suas frágeis VITRINE$*$*$*$*
Meus ouvintes vestem-se de papel
Que estampa faces de pessoas que desconhecem
Mas saúdam e beijam segundo os zeros que a seguem
Pois se amais tantos zeros, e tantos papéis, e tantos números
Se sujas de sangue a face da minha história
Se agrilhoas meus filhos com as correntes
De tua vil e ilógica ambição
Se assim o fazes, desejo-te, então, a infinidade do zero
Um círculo sem fim, que te consuma
Que te trague
Te e_s_f_a_c_e_l_e em si mesmo
E te confunda com a pobreza de teu próprio ser
Pois o que ouves, o que compras, o que vestes
O que desejas... Tudo é um nada
Um nada verde
Um nada de papel
O Nada com teus amados zeros
Que te aniquilam e te impedem de ser
DÓ
RÉ
MI
FÁ
Mas AH! Nem sabes o que é isso.
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