domingo, 26 de abril de 2009

ENSAIO SOBRE ENSAIOS

Nas Cênicas o que nos move é uma força indescritível emanada por uma arte que nos recompensa com o belo e, as vezes, cujo processo nos desafia, pois nada nos assegura a não ser a certeza do presente. Assim se dão os ensaios ´´sabadistas`` de uma peça que se molda como argila aos poucos por nós atores, que sabemos apenas da
APROPRIAÇÃO!

E a palavra varia, oscila
CRESCE
Encomoda, persiste...
Lucidez: cabeça em lança
Uma fumaça de letras
Que formam os espectros de pessoas

MURO. LEMBRANÇA.
Silhueta de impressões
Sensação de espelhos e feras
Rios que se fundem
Criação subjetiva de si

TRANSPARÊNCIA?
Espelhos-espinhos nos olhos
Não me fale de abutres!
´´O sol é injusto!``

Cinza... Sons...
Explosão de palavras
Redemoinho de símbolos,
De sentidos roxos!

Não pense! Veja!
Voz. Boca de verdades
Que a boca omite

O vazio fala!
E os opostos se tocam em semelhanças:
PRESENTE E IMAGINAÇÃO!
Erosões?

Linguagem...
São beijos das partes com o todo
Um diálogo de sensações

HABITAR O NOME
[In]acabável!!
Pássaros que regressam
Secos de sentido
E bebem a água dos detalhes.

O segredo de Sócrates?
Ironista misterioso!
O anti-cristo chama-se
DIONISÍACO!

TEATRO:
Paradoxo irreprodutível
Hipocrisia sincera
Sincera na representação
No contato mútuo

GLOIRE!
Sobre o cotidiano...
K - 1s2
L - 2s2 2p6
M - 3s2 3p6 3d5
N - 4s2 4p 4d 4f
O - 5s 5p 5d 5f
P - 6s 6p 6d
Q - 7s
Quando vamos assumir que somos
ELÉTRONS??!


Tradução-traição e coexistêcia simultânea
RESSURREIÇÃO do silêncio da fala,
Da invenção,
De imagens afogadas.

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