quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
FALO
Tu sabes que às vezes eu acho que quem fala por necessidade, canta? Que se é ela, essa necess[idade] que articula a boca, acaba por esculpir em flor o que se chama palavra. Esculpir em pétala... imagine só! O que acaba por perfurmar os que ouvem...
Eu decidi que só falarei se eu precisar tanto que, se não o fizer, acabarei por me desfazer em pequenas gotas roxas que mancham o tecido dos surdos. Decidi que quero que saia de mim uma melodia não musical, essa a do colóquio. E só nesse tipo de melodia que se escutem minha voz.
Esses sons límpidos, belos e semânticos... Se eles fizerem alguém chorar que seja para fazer brotar uma lágrima que também veio por necessidade. Uma gota que incha de angústia e de desfaz em alívio, lavando a face e colorindo os olhos de rubro! Ai o rubro... Não temo o choro... eu o amo! Assim como amo o sorriso. Ainda acho o sorriso mais agressivo que a lágrima. O sorriso rasga o semblante, esgarça e comprime tudo... mas é sincero. Só vem quando é preciso e, justamente por ser enfático, é tão decisivo. Liberta.
Eu tomei essa decisão.
Porque é necessário.
Porque falta.
Porque é gelado e eu gosto de coisas que refescam... Porque é fofo como uma pelúcia felpudinha... E por todas essas razões que a razão jamais vai apreender... Só quem vai além dela... Também por necessidade.
sábado, 9 de janeiro de 2010
CAUSOS CAUSÉOLOS CASULOS
ORORE: AB
AB` = A Be Linha
alinha a linha! Uma linha deve ser feita para ser alinhada! Entendeu? A (prefixo) Linh..ADA!
Retângulo reto rebuscadamente remarcado e revisto. Deve ser reto, viste?
Rangem os riscos e os ruídos roucos! Rangem tanto que mal posso ouvi-los. É um monte de brulharias! Só brulharias, esses sons sorridentes... Quentes de mais pro meu gosto.
H
H` = Agá Linha!
Alguém sabe do Velho Coró rico? Ele não é rico é riquíssimo.
P
P` = Pê Linha ... sinto tanto mas eu tenho peninha PELINHA de ti...
CeNa II: a lanterna
DIÓGENES: Eu procuro um homem sábio. Minha única ferramente é esta lanterninha. Alguém viu um homem sábio? S
A
BI-----O! O foco da minha lanterna é muito pequeno, será que eu consigo encontrar esse Homem só olhando pra frente? RESPONDAM-ME! Minhas laterais e minhas costas precisam ver também?
GURI: Sr.! Coloque uma luz no teto, amplia o foco!
DIÓGENES: Eu não consigo encostar no teto! Está acima de mim!
GURI: Suba numa escada!
DIÓGENES: Eu não tenho pés.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
TATARA TARANACANA
bubu tarantanã?? opópo! parameiolélis!
totura rura tara quena...
jumbemba balêle kena!
Nuenus oquetétis corococo toro
(balaba gaguenha tena
comoro comoro nhoro
nhenheca ganguenga mena)
NENHECA GANGUENGA MENA?
inhi!!!!
tranacana tatara! arara púmpino
pinarara chafara
crucrucurino
andino fino
hipópolis tétis tocos
ocus
óculos?
domingo, 3 de janeiro de 2010
FEMININO DE ´´MILHO``
HEMIROCÁLIS chegou no meio da rua e gritou: ´´Onde queres revólver sou coqueiro!!``
Coqueiro!
Não era obus, era coqueiroooo! c-o-q-u-e-i-r-o! e DISSE:
Eu sinto tanto que na extremidade dos meus dedos eu toque o amor-paixão sim e não, enquanto na ponta dos meus pés eu toque minha imensidão vital, meu tablado de madeira em verniz! Eu não posso escolher entre minhas paixões, entende? Se eu me rasgar em dois... Não posso. Minhas mãos não querem encontrar meus pés e nem esses se amigam delas! Quem me faz andar são os pés! Não sou lar, mãos queridas, sou revolução! Eu te quero (CORO: e não queres!) Como sou!
CeNa 2: a foice
HEMIROCÁLIS em desespero disse:
´´ O que em mim é de mim tão desigual``. Eu quero meu tablado de verniz. Eu sou o tablado e meu verniz é a dor daquilo que, saindo de mim, me pertence. Só terei o meu coqueiro quando ficar longe. A agulha que me espeta o peito, essa dor... tornar-se-á canção para os que estão a frente do tablado. E pra mim? A distância.
HEMIROCÁLIS saiu do meio da rua e os carros voltaram a andar pendendo mais pra esquerda.
RUÍNAS...
FRASE DE ORDEM: Minta sinceramente!
É a lei básica da interpretação. Ou não? VEDE:
PRIMEIRO ATO: cenoura e chocolate
CENA I: (O que eu sei sobre o lugar de onde eu vim? )
EATER (?): Sobre o lugar de onde eu venho? Ah, eu sei muitas coisas! Mas talvez eu não pudesse afirmar com certza a maioria... MAs uma coisa eu sei ao certo: de onde eu venho, interpretar bem - eu to falando de TEATRO, ok, T-E-A-T-R-O, como o diretor pediu. talvez se aplique à vida, mas enfim - significava comer uma barra de chocolate (eu AMO chocolate) e, da MESMA maneira, com o mesmo gosto, intensidade com que como uma cenoura. ( que eu ODEIO).
Mas e aí? É?
TEATRO é ...
HUM...
é aquilo que se faz por necessidade vital. Se não o for, não temos mais o direito de fazê-lo.
CENA II: (de onde eu falo quando eu penso?)
THOUGHTER (?): Sh!
Sh! Sh! É da parte de trás da cabeça, diagonal superior. AH!
B.