quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PAPILLON

CeNa I: Bambambambá.

Nunca vido na vista cousa como essa. Velho homem, homem velho. Sou um andarilho e me ilho na ilha dos meus anos não contados. Quem disse que eu preciso pisar no tempo? Eu tenho uma flecha!

X: Porque parece não saír do lugar?
B: Mas não sai.
X: E então?
B: Mentira.

Onde estás tu? Eu não estou aqui! EU nunca estive aqui.. OUVIU? Eu
nao
estou
aqui.

Neste lugar desenhado... EU NAO ESTOU AQUI...
nao aqui estou . estou nao eu aqui .

jamais estarei. Jamais.

CeNa II: à ninguém.

Estás me vendo?

Eu sei. Nao.. mentira! Não sei... Não, mentira! Sei! Muito bem! Não, mentira.... NAO SEI.

TU me ouves? Não vês como meus pés nunca se movem mas meus olhos não páram?! Não vês como minhas mãos voam como hélices flutuantes? Não queres dançar?

Dancemos! Prefiro que sejas cego, mon amour, cego! Não repouses teus olhos sobre mim se não for pra me desnudar.

Que sejas um cego! E aprendas a ver com ... com...

I cry all night and smile all day.

É por acreditar no mundo que eu desacredito. E é porque eu desacredito que eu acredito. E assim vai...

CeNa III: ....

Eu não caibo em mim.

Eu não sou eu.

Eu não tem sentido a nao ser que... ... ... .. ...... ..........

Quanto mais eu perto chego, mais eu quero entrar.

Eu carrego tanto peso, Serafim. Tanto peso, meu velho homem. Serafim!!! Páre de roncar homem! (pausa) Serafim? Pesa tanto... Não nao, dei-me, eu carrego sozinha. ROnque, Serafim, ronque.
Ai! Vo carregar dentro d´agua! OCmo não pensei nisso antes, serafim? O peso não é o mesmo!

AHH SERAFIM! NAO RONQUE....VEJA! EU FLUTUO! E as coisas também! . Serafim?
serafim?
serafim?
Respire!...

MOrra.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

DISSOLUÇÃO.

Não sei o que.
Não sei... Sei. Oi?

Eu acho que tá quase, só mais um pouco..Mais, mais! A!!

As coisas parecem atômicas por aqui por dentro. Costumam explodir sempre, mas hoje explodem de uma maneira incomum. Explodem tanto e tão forte que o que é tocável em mim fica imóvel.

Eu sei que duas coisas opostas são impossíveis. As antíteses, os paradoxos, os modelos atômicos aneutronados.... tudo isso está fadado à segregação violenta das partes. Logo, se eu sou uma antítese (o dentro quer mover-se e o fora é estático..) se eu sou um aparadoxo inegociável... logo serei acomedita de uma explosão irreversível dessas minhas partes tão... Tão... Espumantemente Alcoólicas (nao sei porque disse alcoólico. Não sei mesmo. Não bebi nem hoje nem amanhã).

Quando eu segregar-me inteira acho que minhas partes serão atraídas imanticamente para um núcleo de forças. Ou não.

Ou as pessoas podem fazer como no carnaval! Minhas partes antitéticas seriam os confetes coloridos que cada um pega um pouco e joga pra cima! E caem e ficam petit pois no chão...e depois jogam e caem, jogam e caem... !

Eu poderia ser um confete.

Um Roxo e um Branco. Não, um branco e um preto!

Existe confetes brancos? Gosto do branco porque ele é todas as cores juntas! Gosto do preto também, que é cor nenhuma! Não... De novo Não... Não! ..... .... .... Façam um quando for minha vez, por favor.

sábado, 10 de julho de 2010

AI!

Tem coisas que a gente não explica. Ás vezes eu tenho uma vontade enorme de chorar, como agora. E não é por nada, é por tudo! Não que o nada não fosse alguma coisa...

T.: É pelo que, B.? Você sabe o que é!
B.: Eu sei, mas não vou nomear. Não porque não quero, mas porque não posso!

Sabes, nem tudo precisa ser nomeado. O nome trai de qualquer forma! O fato é que eu choro. De mim verte água que não lava, parece que inunda.

I´m lost in the ocean. Meu corpo no mar, imerso no Novo Mundo. Minha cabeça cansada e voltada para a imensidão deserta do Velho Mundo, porque precisa desse velho ar.

O que eu faço, me afogo? Tento respirar na água do Novo Mundo? e o que eu faço com o Velho...

Ai.

Quero virar o mar pelo avesso. tudo tudo backwards.

´´ Oi nós, que viemos de outras terras, de outro mar!``... Eu ainda preciso acreditar que um grego pode falar, em grego, com um árabe e esse em árabe com o grego e eles se entenderão. SIM!

Dor.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Bebecões cão

CeNaI: Depauperamento.

Maquina erguida por silêncio mágico. Principescos náufragos perambulantes no vácuo.

Tu sabes o que é o nada? Eu não sei. Ninguém sabe! Ah, sim... Não vou saber descreve-lo e nem tu vai conseguir imaginar..MAS O ESFORÇO É PRECISO: branco.

Subiu descendo a escada desfeita em esteras tijolares.

CeNa II: Tá.

Al: OLha isso aqui.
Pb: Aham.
Al: Viu?
Pb: Quer bolacha?
Al: Ninguém foi.
Pb: Ah que bom, ele foi?^^

FOI QUEMNEM... Olha um cão! Eu posso chamar um cão de cão, porque quando eu olho pra ele não há melhor som ou nome que esse. Um bebê cão. BEBECÃO...B-e-b-e-c-a-o. Parece uma daquelas ervas de tempero: Vai Bebecão no chá?

DOIS cubos por favor, em forma de bolas, bolotinhas... e com espuma!

sábado, 26 de junho de 2010

DOS PULSOS DE MOZART

É noite. E o quarto estava escuro, não verei luz escapar por baixo da porta.
Entrei. Abriu-se. Uma vela, somente a luz de uma vela pela metade, ele, uma mesa.

A mesa... sustentava uma chaleira vermelha, arredondada, grande. Estava frio e a chaleira rubra respirava e fazia fumacinhas pela boca. Será que ela brincava? Eu bricava, toda vez que saía manhã a dentro, 2 GRADOS abaixo de zero. Fumacinhas dançantes pela boca e pelo nariz.

Ao lado da chaleira, a cuia. Prata, pequenina mas não o bastante para sumir frente a chaleira. Tinha erva fina e água até a boca. Também ela soltava fumacinha. Deveria estar quente. Meu corpo estava frio... ... senti o gosto de outrora, da nova infância, do pampa gaudério.

A vela logo ali e então, a máquia de escrever que sucumbia aos dedos dele: amigo. Camisa azul... Ele não estava com frio? barba grande... escrevia seu romance. E seus pensamentos pareciam tão afoitos que lhe escapavam pela boca, no seu idioma silhuetoso, vacilante, quase como várias curvas cruzantes de um compasso a girar.

Mirei seu pescoço. Onde estaria ele agora? este meu amigo que olhava para mim como uma irmã? PORQUE? O que foi feito dele, por onde passou aquele cabelo, e aquelas células, o que as modificaram? O que as mataram, o que as fizeram crescer? Por que tipo de ventos sua tez foi cortada? Onde dorme, meu carinhoso e livre amigo? Será que o tempo, essa ave que um dia flecharei, que tipo de marcas fez nessa face amiga, com suas garras?

Olho para o branco da mesa. Espaço vazio. A luz... como comunicá-la... Era a luz em que Beethoven, nas noites frias, escreveu a nona, no auge da sua agonia surda e gélida. O penumbra e a vela. Essa luz exatamente! Eu quase podia ver os pulsos de Mozart com as mangas de babado branco, atravessando a noite cavalgando melodias.
Olho para o lado e ouço..sim, a sinfonia! é da minha cabeça ou algum vizinho escutava?...

Meus olhos se inundam. sinto saudade da chaleira, do mate, do amigo. Temo por ele. QUero todo esse espaço gravado na minha alma. Sinto saudade.

A mesa, a chaleira, o mate e o amigo estão aqui. Sinto saudade do presente que vejo. Meu corpo co-habita com eles. Minha alma está em um não-lugar. Os vejo e me vejo décadas depois... Porque peguei carona nas asas do tempo, nesse segundo de contemplação

Ao meu amigo... deste não lugar em que estou e e um dia encontrará meu corpo que aqui estava... digo que o vejo como uma bandeira que tremula. O chamo liberdade.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O SONHO

Meus olhos se abriram fechados. De minha cama.

Levantei-tarei-to... Pisava eu em ondas? Circulava em meu corpo o álcool que bambaleava e cambaleava meus pés em uma dança frenética?

Ruído. Música... Rock and Roll assusta-dor!

O guarda roupa dançava...bem como o corredor, por qual andava em curiosa dificuldade, e me esmagava pelas laterais e pelos cantos.

ESCADA-RIA... descida a passos falhos...

AMUSICA RUÍDO AUMENTAVA e não pedia licença a meus sentidos.

Até que... fim da escada, começo da sala e... O HORROR. Pisava o teto! Tudo estava invertido, ao avesso, de cabeça para baixo... o sofá...a tv, a mesa... A tv caiu no chão-teto em que estava...

PLAFT..FINN..RSIUTCHUO. atrás de mim, como eu...Patrícia, fefa, Jessy encolhidinhas tentando inutilmente mudar o canal distorcido..

Elas tremiam em convulsão... Eu tremia em terremoto. Olho a frente e um velho, gordo, camisa branca manchada aberta, com um cigarro na boca e forte cheiro de rum. Minha boca abre:

- QUEM ÉS TU?
- EU moro aqui.
- Nao!
- O ÁS nunca pertenceu ao baralho. Jogar é Agora com j e menos um A. O ÁS não existe, a espada é um delírio. CERVEJA!

panico me assaltou quando uma figura esguia pulava incessantemente na porta de entrada....
ROSTO TORTO, MORTO, VÍTREO.

Grito e abro a janela... Corpo nu que pende da grade...pende na diagonal de costas. Grito de Horror que sai dos poros do corpo suspenso pelos riscos férreos.

Minha boca abre de novo:

EU NÃO SOU KAFKA! Não sou Kafka! Sou Kafka! Kafka!... FKA...FICA..nao ficar!

Meus olhos se abrem pra se fechar de olhos fechados mas abertos. Convulsão. coração que bate.

ABRO OS OLHOS.

acaba pra começar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

PEQUENO DEVANEIO DADÁ

Na ralidade a coisa se passa de maneira bstante sólidada, no sentido de que tudo é relativo.

Não há gente no sertão...Quem canta seus males espanta...Então tudo é bastante. Que de tão relativo passa a ser um tanto quanto mediada pelas aproximações.

Foram 35 entradas, na realidade.