Vou voltar a escrever aqui. É. Isso é sinal que tem algo insustentável em minha vida de novo. Parece que este é o lugar das não sustentações.
Ha. Me canso das palavras mas sempre retorno a elas. São como mães...sempre voltamos, feliz ou infelizmente. Fico aflita com as coisas em ciclos. Como se as nossas sensações fossem sempre as mesmas com outras formas. Cretinas! É possível sentir algo genuinamente NOVO? Será que essa busca dá em alguma coisa nova ou é vã? Acho que é vã. Se eu já sei porque perguntei?
Bem, voltei porque preciso registrar aqui meu desaparecimento. Minha energia está se dissipando no ar, saindo de mim, me deixando em mínimo, em silêncio, em branco. Estou ficando em branco. Ainda não estou, mas estou ficando.
Hoje me faltou o ar muitas vezes. Está cada vez mais recorrente. Sinais disso é que durmo com facilidade, e meus pesamentos já são tão leves que já me pergunto se são meus ou do mundo. Aos poucos, começo a me calar. Não por escolha, mas por erupção interna.
Quem está me levando? Não tem cara nem nome. Deve ter mas não vejo, minha vista também está desaparecendo. Quero ver até onde vai tudo isso... o que vai sobrar de mim, qual será a minha parte elementar... Meu coração, meus pensamentos ou meu corpo?
Uma vez sugaram tanto um bichinho que ele ficou só as orelhas. Orelhas no chão, um parzinho. Teve outro que ficou só o rabinho.
Será que alguém pode me emprestar um pouco de ar? Mas um ar que atravessa? Preciso que me atravessem e que fiquem. Essa coisa de me atravessar e se ir só piora meu estado.
Preciso me deitar. Antes, meus rosmaninhos.
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