Ai começou de novo essa porcaria. PORQUE? São como pequenos botões abotoando errado minha camisa diária. Sempre pula um botão e daí tudo se vai. Todo o conforto e a segurança de estar bem abotoado e impecável.
Foda-se os botões. Chega de coisinhas abotoadas.. que se abra tudo! Que tudo se vá com o vento e deu. Mostrando a pela nua e frágil, que se risca fácil se bate um vento mais forte. Quero que minha pele se risque inteira e abra caminhos no tempo. Quero furar o tempo, acordei com essa vontade. Furar o tempo porque o tempo que está em minhas mãos é afiado, agudo. Poderia perfurar todo o futuro a minha frente, rasgá-lo de fora a fora, como um tecido. Já fizestes isso? Rasgar a ponta de um tecido e depois separá-lo com força... o fio se vai sozinho, completamente sozinho, como em um trilho, como se desde sua feitura ele já soubesse o caminho, vai reto até o fim, até... separar as duas partes de si.
Acho que sou um tecido e sinto que alguém acabou de cortar um fiozinho meu. Só esperando essa força que dará o disparo para o fiozinho cumprir seu caminho, até me separar inteira de mim. E o que mais impressiona é que é um fiozinho ínfimo, quase que ninguém vê..E que carrega em si todo o potencial de caos, de me re significar inteira... Meu Deus! Mas que coisa... tanto trabalho me tecendo, detalhe por detalhe, ponto por ponto, buscando os melhores fios e arremates, buscando o arremate certo, a perfeita composição! ... E então vem alguém e puxa um milimetro dos meus fios...e estou a beira de me desfazer inteira.
Acho que eu mesma vou acabar puxando...
Pá!
Pequenas observações:
Se eu mesma puxar tudo estará dito e eu serei melhor do que agora. Eu serei livre deste fiozinho. Mas eu amo este fiozinho?
Acho que vou dar um nó.
Não sei.
Vou comer uma bergamota.
terça-feira, 4 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
VOLTEI
Vou voltar a escrever aqui. É. Isso é sinal que tem algo insustentável em minha vida de novo. Parece que este é o lugar das não sustentações.
Ha. Me canso das palavras mas sempre retorno a elas. São como mães...sempre voltamos, feliz ou infelizmente. Fico aflita com as coisas em ciclos. Como se as nossas sensações fossem sempre as mesmas com outras formas. Cretinas! É possível sentir algo genuinamente NOVO? Será que essa busca dá em alguma coisa nova ou é vã? Acho que é vã. Se eu já sei porque perguntei?
Bem, voltei porque preciso registrar aqui meu desaparecimento. Minha energia está se dissipando no ar, saindo de mim, me deixando em mínimo, em silêncio, em branco. Estou ficando em branco. Ainda não estou, mas estou ficando.
Hoje me faltou o ar muitas vezes. Está cada vez mais recorrente. Sinais disso é que durmo com facilidade, e meus pesamentos já são tão leves que já me pergunto se são meus ou do mundo. Aos poucos, começo a me calar. Não por escolha, mas por erupção interna.
Quem está me levando? Não tem cara nem nome. Deve ter mas não vejo, minha vista também está desaparecendo. Quero ver até onde vai tudo isso... o que vai sobrar de mim, qual será a minha parte elementar... Meu coração, meus pensamentos ou meu corpo?
Uma vez sugaram tanto um bichinho que ele ficou só as orelhas. Orelhas no chão, um parzinho. Teve outro que ficou só o rabinho.
Será que alguém pode me emprestar um pouco de ar? Mas um ar que atravessa? Preciso que me atravessem e que fiquem. Essa coisa de me atravessar e se ir só piora meu estado.
Preciso me deitar. Antes, meus rosmaninhos.
Ha. Me canso das palavras mas sempre retorno a elas. São como mães...sempre voltamos, feliz ou infelizmente. Fico aflita com as coisas em ciclos. Como se as nossas sensações fossem sempre as mesmas com outras formas. Cretinas! É possível sentir algo genuinamente NOVO? Será que essa busca dá em alguma coisa nova ou é vã? Acho que é vã. Se eu já sei porque perguntei?
Bem, voltei porque preciso registrar aqui meu desaparecimento. Minha energia está se dissipando no ar, saindo de mim, me deixando em mínimo, em silêncio, em branco. Estou ficando em branco. Ainda não estou, mas estou ficando.
Hoje me faltou o ar muitas vezes. Está cada vez mais recorrente. Sinais disso é que durmo com facilidade, e meus pesamentos já são tão leves que já me pergunto se são meus ou do mundo. Aos poucos, começo a me calar. Não por escolha, mas por erupção interna.
Quem está me levando? Não tem cara nem nome. Deve ter mas não vejo, minha vista também está desaparecendo. Quero ver até onde vai tudo isso... o que vai sobrar de mim, qual será a minha parte elementar... Meu coração, meus pensamentos ou meu corpo?
Uma vez sugaram tanto um bichinho que ele ficou só as orelhas. Orelhas no chão, um parzinho. Teve outro que ficou só o rabinho.
Será que alguém pode me emprestar um pouco de ar? Mas um ar que atravessa? Preciso que me atravessem e que fiquem. Essa coisa de me atravessar e se ir só piora meu estado.
Preciso me deitar. Antes, meus rosmaninhos.
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