CENA 1:
''Será esse o caminho
Navegar assim, sozinho,
Sem alguém que nos espere no cais?''
...
... Dei-me conta de que sou eu a mulher com o lencinho branco a dizer adeus. A mesma que retorna todos os dias ao mesmo lugar, cumprimentando os cotidianos pescadores, assistindo o regresso dos grandes navios que chegam abarrotados de gente saudosa ... Mas nunca traz aquele que partiu. São navios devoradores, navios que trazem a angústia terrível da ESPERA e da SAUDADE.
CENA 2:
... ... Também dei-me conta que sou o ser alado que parte com seu navio...Ou melhor, Eu sou o busto posto na proa...Que abre os mares, saúda Poseidon, se aventura no infinito, nas ondas que, por vezes, espelham os céu, as estrelas... Mas quando o navio retorna nào encontro os olhos queridos... Há ninguém. Então eu me dou conta de que pertenço ao navio. As mãos que me afagam sao os ventos.
Eles.
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