segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um casal.

Roberto achava que nasceu divido, mas foi com a ajuda de uma gilete que decidiu separar-se. Foi nesse instante que viu que só um pedaço era ele, o resto todo era a Bete.

RoBeRtO: Bete?
BeTe: Que foi agora...
RoBeRtO: Preciso contar algo.
BeTe: Hum... (continua a comer pipocas doces)
RoBeRtO: estou de... paracutaco acomecido.

(pausa de espanto)

BeTe: Mas... Porque tudo isso? Eu avisei pra vc não laicar mais!
RoBeRtO: Avisou nada! A culpa é toda sua dessa situação terrível!!
BeTe: Pára! Tu vai fazer eu me engasgar com um piruá, seu...seu...Xonguano! Eu já sei de tudo já...Agora sim estou te entendendo!
RoBeRtO: O que? Tu está louca mulher! LOUCA!
BeTe: Tá fazendo essa cara de rogado né... Mas eu sei!!!
RoBeRtO: Sabe o que sua infeliz!
BeTe: Vc fica de sacadelas no quiriri!!
RoBeRtO: EU?! Claro que não! Que isso..eu aqui precisando da sua ajuda, estou nessa situação por sua causa, aliás..e vc me vem com...acusações!!!
BeTe: Venho sim sr!! Acapu tudo! ACAPUZOU-SE! Não quero mais saber..suma!
RoBeRtO: Não sumirei, cafuana nórdica!
BeTe: Odeio vc. Eu sendo sempre tão xipante...
RoBeRtO: Sendo o que?
BeTe: Xipante.
RoBeRtO: Que isso?
BeTe: Xipante? Sabe o que é? é uma pessoa xarel, que não é pachecal e não fica de rabioste por aí, como o sr!
RoBeRtO: vc que é uma xipedana...adora um xipene com xiavaítas soltas por aí!
BeTe: Pra mim já basta! Dê cá a gilete!
RoBeRtO: NÃO!
BeTe: Então que seja.

3 horas e 23 minutos depois...

RoBeRtO: Bete?... ... ... ... ... (pausa) BETE?
BeTe: O que foi?
RoBeRtO: Eu te amo.
BeTe: Tá. (pausa). Eu também.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

POTE

Era tarde da noite quando:

ALCIE: Mas que coisa não é?
ALFIE: O que...
ALCIE: Isso que falei.
ALFIE: Ahhhhh...Nao!
ALCIE: COmo assim, nao?
ALFIE: Não ué! Não e não e não!
ALCIE: Paspalho!
ALFIE: Eu ainda acho q você não deveria esconder as chaves no potinho em forma de bunda, só isso.
ALCIE: Mas só porque o potinho tem forma de bunda eu não posso usá-lo?! Ele é tão bonitinho!
ALFIE: O que os outros vão pensar quando entrarem aqui na sala e verem um potinho em forma de bunda? E ainda mais, ter que ver você enfiando a mão no potinho pra pegar as chaves.... É constrangedor!
ALCIE: Claro que não! É só um potinho, Alfie! (pausa de indignação) Já sei! Tu está com inveja porque a bunda do potinho é mais bonita que a sua!
ALFIE: Mas que absurdo! Aquilo é um mero porta chaves indecente! ... ... Eu gosto da minha bunda!
ALCIE: Ha! Sei.. ... Pois eu vo usar o meu potinho SIM SR! E vou abrir e fechar a porta mil vezes so pra usar o meu potinho... na frente dos convidados...E ainda vo explicar que ganhei de presente do titio... como um símbolo de boa sorte e prosperidade!
ALFIE: Isso é tudo besteira. Também não entendo porque toda data comemorativa vc tem que mostrar a bunda pra lua! Eu odeio isso.
ALCIE: Pra ter abundância! De dinheiro, saúde.. Amor... Você deveria mostrar a sua! Oras, que implicância com as bundas! São tão úteis e graciosas! Melhor que os símbolos fálicos.. Odeio eles porque são tão comerciais...Você já viu as formas dos desodorantes Dove?
ALFIE: (ascende um cigarro) Vi sim, Alcie... Não me venha com isso de novo...
ALCIE: Rabugento!.... Vou fazer minha sobrancelha.
ALFIE: Vá.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Digressão... O DESAMOR.

X: Por um breve momento eu páro. Olho pra fora e vejo nada. Olho pra dentro... ... Quanto pesa um ser? Quantos eu posso carregar?
Y: Quantos você puder perdoar.
X: Não sei o que é isso.
Y: Sabe o que é amor?
X: Sei o que é desamor!
Y: O que é isso?
X: É que tenho em uma caixinha... Poderia dizer que os coleciono... mas colecionamos o que gostamos, certo?
Y: Tu não gosta de desamores?
X: Não gosto nem desgosto. É o que me foi apresentado.
Y: Mas tu não respondeu o que é isso, afinal.
X: É o contrário de amor... Mas não é ódio não, é só...desamor.
Y: Não entendo. Então tu não acredita no amor?
X: Se eu acredito no desamor, logo tb acredito no amor! Só não o conheço... acho que não consigo sustentá-lo.
Y: Porque tu carregas esses seres? Tu os desama?
X: Eu carrego pq preciso. Não, ELES me desamam.(silêncio) Tu sabe o que significa a palavra CUIDAR?
Y: Tomar conta?
X: Uma vez alguém me mostrou um círculo e disse que aquilo era cuidado. O círculo em si, digo. Outro alguém disse que a definiçao da palavra era: deixar correr riscos.
Y: Interessante...mas o que tem a ver isso com o desamor?
X: Parece que ninguém corre riscos de verdade.
Y: Então ninguém cuida e é cuidado?
X: Quase isso... Eles tentam, mas não conseguem. é quase como um desamor.
Y: então desamor é não cuidar da pessoa?
X: Não sei definir desamor! É isso TAMBÉM... ... ... Não sei, estou confusa. Só sei que não amo, amei. Se me amam eu não sei, acho que não, porque não me cuidam. Eu desamo com frequencia.
Y: que coisa estranha.
X: Quer um amendoim?
Y: Sim.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Totenglocken Tyrannei

CeNa I: Puxavida. they are old... ...

H´: Ela ainda reza o responso!!
Pn´: Cumé o nome daquilo...
H´: que tem fumacinha..
Pn´: Ai meu braço.
H´: Tibério... Não, tiberio não, cumé...
Pn`: Badalo!
H´: Ostensório.
Pn´: Não, isso é da óstia. Bagalo...dabalo...
H´: B-A-D-A-L-O, bem... Não te faz de bobo!!
Pn´: mas o badalo não é o sino..é a bolinha...o badalinho.
H´: Vou ver se acho minha niclera...
Pn´: E cumé o nome daquele negócio que o padre atira no defunto?
H`: Ramos?
Pn´: Não...tem um nome aquilo..tem um buraquinho branco
H´: Acho que vo lavar essa xícara.
Pn´: Aquilo tem significado pra eles...
H´: ô se tem.. Bem! Corta o pão direito..que que isso..isso é um NACO!
Pn´: Mas até isso caiu, esses rituais. Até a vestimenta não são as mesmas.
H´: Lembrei! É Turíbio!
Pn´: Isso mesmo..turíbio..que ele faz assim (gesticula) isso mesmo.. Ha! (pausa) quem sabe hoje, dos jovens, que o nome daquela persiana, com ganchinho é jalové!
H´: Os jovens são burros, bem.
Pn `: Não sei se tu lembra, que encaixava uma cordinah no meio...
H´: Claro. O povo hoje é muito burro..
Pn´: Tem diferença.
H´: Escariola.
Pn´: Vitrola? É isso também não tem mais...
H´: Não, bem. E-S-C-A-R-I-O-L-A...parece surdo!
Pn´: Ah...! É. Que que tem?
H´: Não seiii!!!! Só to falando!! Não posso?! Acho que vo lavar a xícara...
Pn´: meu golinho.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

PUTTY.

VAMOS a um raciocínio básico:



I) Se Ulm não é peixe ou póvora, então é Putty.



II) Não gosto de pombas porque parecem rosmaninhos.



III) Good Night DIN DIN DIN DIN DIN DIN....



IV) Esqueci. (1,2,3,4,5,6,7,8,9...) Mas é algo que tem a ver com batatas!



V) *_*



VI) A: Inh!
B: Inh... Ninguém foi.
A: MENTIRA!

CoNclUsÃo:

Não gosto de enseadas!!!!!!!

E tenho dito, Putty!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A CARTA

Dodô,

Ah! Meu amor... sinto falta dos bonfés!!! Um, dois, 15. DOIS XIS DE BONFÉS!

Eu não estou tomando os remédios. [e não faça essa cara de Grito!] Não tomo! ... Eu só engulo e desgulo. Preciso ficar acordada, querido. Mas DodÔ, só tu podes... Eu preciso e não posso, não consigo. Meus olhos não aguentam ver; minha lucidez, Dodô, pode não o ser.

VEJA! Essa carta pode ser um sonho. Ou não. Tu Dodô. Tive medo de tu não existir, assim como eu. [Rio!] Somos criações patológicas de um pato!



Só porque eu ri disso que disse, isso não faz de mim louca, não é? Porque me chamam de louca? Ai, meu Dodô... ... ...

Por falar nisso, preciso te dizer ( queria dizer quando tu viesse, mas não) Eu MaTeI ArTaUd! E acho que me matei também, mas não tenho certeza....



Ai meu amor, amor meu, DESENTENDA-O. Eu estou no limbo, não só por causa desse croissant, o Artaud, mas porque.... eu vejo demais, não não é isso! Mentira, é porque eu vou cada vez mais pro fundo.... e pro fundo.... E não dÔ pé! Se der.. quando eu chegar lá eu já não vou existir. Porque se eu já estou assim agora, enquanto só me afogo, imagina ... [risos].



Ontem tu vieste me ver! Durante a noite, não é? HÁ! Eu estava dormindo, sim, mas quando eu acordei, no chão tinha círculos! tu não me escapa, seu espertinho!



Dodô? Tenho medo. O vazio entulhado é tão opressor. Gosto quando tu me abraça, porque eu fico. Aqui eu não fico, eu explodo, pra dentro. Implosão. TUdo.


Dodô? Eu não aguento mais tanto tempo... Meu tempo é outro... Ele não voa mais, ele anda! ( sim, já usei minha flecha) . E quando isso acontece... ai se eu pudesse descrever com essas que me traem... toda a poesia! Que morre ao nascer e jamais se repete, para sempre jovem e inspiradora. Mas só eu vejo esse retumbar de cores e figuras trági-cômicas. Só ninguém vê. Isso faz do que me habita insuportavel e triste.

Não é triste, mon cher, que por eu ver e ser isso tudo eu tenha que ficar aqui? Eu ainda me pergunto porque tudo isso é branco. Em cima, baixo, lados...pelos menos é fofo. Fico contente em saber que o branco é todas a cores juntas. {ri}.

Tenhos várias cores, viu DodÔ? TUdo fofo. Não se preocupe, eu sei que tu disse pro médico que o silêncio enlouquece. Mas eu não tenho medo da loucura! Chega uma hora que é meio irônico. Aqui tem muito barulho.! De mais...sinfonias...mas hoje é metálico e agulhante. Sim sim, querido, tem agulhas na minha cabeça! Eles não param de disparar agulhas...

Doer dói mas já aprendi a dançar. EU me esforço tanto DoDô.... antes de eu entrar em estafa... (gosto dessa palavra, me lembra sofá que me lembra descanso)...eu queria saír do verde contigo, mon cher. COmo fazíamos..passear e dançar e tomar chá!

Vou partir.... Venha logo me ver!

Mas venha quando eu puder lembrar!

Lembrar Dodô, outra coisa que não posso deixar que suma de mim.... Nao posso.

Beijos de bombom.... e de máscaras.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PAPILLON

CeNa I: Bambambambá.

Nunca vido na vista cousa como essa. Velho homem, homem velho. Sou um andarilho e me ilho na ilha dos meus anos não contados. Quem disse que eu preciso pisar no tempo? Eu tenho uma flecha!

X: Porque parece não saír do lugar?
B: Mas não sai.
X: E então?
B: Mentira.

Onde estás tu? Eu não estou aqui! EU nunca estive aqui.. OUVIU? Eu
nao
estou
aqui.

Neste lugar desenhado... EU NAO ESTOU AQUI...
nao aqui estou . estou nao eu aqui .

jamais estarei. Jamais.

CeNa II: à ninguém.

Estás me vendo?

Eu sei. Nao.. mentira! Não sei... Não, mentira! Sei! Muito bem! Não, mentira.... NAO SEI.

TU me ouves? Não vês como meus pés nunca se movem mas meus olhos não páram?! Não vês como minhas mãos voam como hélices flutuantes? Não queres dançar?

Dancemos! Prefiro que sejas cego, mon amour, cego! Não repouses teus olhos sobre mim se não for pra me desnudar.

Que sejas um cego! E aprendas a ver com ... com...

I cry all night and smile all day.

É por acreditar no mundo que eu desacredito. E é porque eu desacredito que eu acredito. E assim vai...

CeNa III: ....

Eu não caibo em mim.

Eu não sou eu.

Eu não tem sentido a nao ser que... ... ... .. ...... ..........

Quanto mais eu perto chego, mais eu quero entrar.

Eu carrego tanto peso, Serafim. Tanto peso, meu velho homem. Serafim!!! Páre de roncar homem! (pausa) Serafim? Pesa tanto... Não nao, dei-me, eu carrego sozinha. ROnque, Serafim, ronque.
Ai! Vo carregar dentro d´agua! OCmo não pensei nisso antes, serafim? O peso não é o mesmo!

AHH SERAFIM! NAO RONQUE....VEJA! EU FLUTUO! E as coisas também! . Serafim?
serafim?
serafim?
Respire!...

MOrra.