CENA I: O desespero .
Pt. Brook disse: no teatro é possível experimentar a realidade absoluta da extraordinária presença do vazio, em contrate com a confusão estéril de uma cabeça entulhada de pensamentos.
De fato, tememos o vazio. Merda de medo. Uma MERDA, inclusive no sentido teatral, porque o medo me trás boa sorte, sempre foi assim. Quanto mais medo eu tenho da coisa, mais eu acredito nela. Talvez essa eme ê dê ô seja a razão pela qual eu ainda insisto em permanecer no insuportável: a banal idade.
Porque, diga-me, porque se faz teatro? ´´Tu serias mais útil com um pão na mão do que com uma batuta``. COMO? Utilidade... As pessoas não se vêem mais, isso é um absurdo! Não há diálogo, só há uma inútil e manca CONVENÇÃO.
O MUNDO NÃO EXPERIENCIA MAIS. O homem não vê, não toca, não entende a si e ao outro. Entender e experiênciar são a mesma coisa!
Um pão... o meu pão começa com T! Tão! O teatro é uma corda que puxa da lama maquinal do não humano.
CENA II: AHn?
Vivo o teatro e visito a vida. Se não for assim, não finja que é e assuma! Discursos contraditórios, falhos e hipócritas não me interessam. Prefiro o silêncio, que é sincero. Prefiro a ausência que é justa. Se pisares no tablado AJA para ser digno se ser uma coisa do ato: um ator.